A lógica da família tradicional brasileira sobre o uso de drogas

💭Convidamos a pensarem nos encontros que realizamos com amigos e familiares, para além da presença agradável, sorrisos e trocas, o que mais se faz presente nesses encontros? Isso mesmo, as DROGAS... 💭


📍Para os mais conservadores, pode se notar confraternizações regadas de um café, açúcar ou tudo isso e mais um pouco...Um refrigerante de coca!!


📍Para os mais liberais, muitas vezes, as substâncias acimas são livremente ofertadas às crianças e jovens, já os adultos podem consumir uma cerveja aqui, um vinho ali, uma vodka acolá! Sem mencionar o tabaco que já possuiu seu lugar de status na sociedade.


📍Para os patriotas, além do consumo dito acima, existe também uma adoração dessas substâncias, no Brasão Nacional do Brasil, por exemplo, o conjunto estrela-escudo-espada tem, ao fundo, os raios de uma auréola dourada com 20 pontas. As laterais do conjunto estão ornamentadas, à esquerda, por um ramo frutificado de café e à direita, por outro ramo florido de tabaco.



Se o consumo de DROGAS está presente e é comum a todos e todas, qual o motivo de tanto preconceito com as drogas ilícitas? Será que é só porque são proibidas? Ou envolve os estigmas ligados a drogas ilícitas? Quais estigmas?🤔🤷🏼‍♂️


O programa que mais recebe incentivo moral e financeiro sobre a educação de drogas no nosso pais já traz em seu título um indicativo, o PROERD 👮(Programa educacional de resistência às drogas e à violência), de cara associa o uso de drogas a violência, produzindo no usuário um estereótipo agressivo, violento, hostil, no qual devemos nos afastar imediatamente.


Dissemos por aqui inúmeras vezes que a relação do USUÁRIO ❌ SUBSTÂNCIA pode se intensificar cada vez mais na medida que a relação USUÁRIO ❌ REDE DE APOIO é enfraquecida. É de se perceber que nas drogas lícitas existem reforçadores sociais e nas ilícitas um enfraquecimento do mesmo a partir de estigmas, preconceitos e sobretudo hipocrisia para sustentar tais discursos.


Portanto, nas próximas reuniões de família na qual esse assunto vier a tona de forma simplista e preconceituosa, que possamos nos posicionar e incentivar o aprofundamento desses diálogos que só tem a enriquecer o almoço/jantar.

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